
Sobre
Minha trajetória
Sou Simone Rockenbach, "Si" para quem quiser se aproximar.
Minha trajetória na psicologia começou oficialmente em 2010, quando me formei pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desde então, sigo acompanhando pessoas em seus processos de transformação, enquanto também caminho pelo meu próprio.
Ao longo desses anos, fui encontrando diferentes formas de compreender o ser humano. Em 2012 concluí minha formação em Psicologia Corporal Reichiana, abordagem que marcou profundamente minha prática clínica e com a qual trabalhei intensamente por alguns anos. Mais tarde, a maternidade chegou trazendo novos encontros, novas perguntas e outras maneiras de olhar para a vida. Com o nascimento da Aurora, em 2017, também se fortaleceu um movimento que já vinha acontecendo dentro de mim: meu (re)encontro com a Gestalt-terapia.
Desde então, dediquei-me à formação plena em Gestalt-terapia, abordagem que hoje sustenta meu modo de estar com cada pessoa que chega ao consultório. Mais do que uma escolha técnica, foi um reconhecimento de uma forma de compreender a existência: respeitando a singularidade, o tempo, os vínculos e a potência que existe em cada processo.
Desde a graduação, também construí parte da minha trajetória em projetos e trabalhos sociais. Entre eles, a Terapia Comunitária Integrativa ocupa um lugar muito especial. Foi uma experiência que me presenteou com aprendizados profundos sobre escuta, pertencimento e a força que existe quando pessoas compartilham suas histórias.
Hoje continuo estudando com a mesma curiosidade que me trouxe até aqui. Livros espalhados pela casa, supervisões, cursos, seminários e boas conversas fazem parte da minha rotina. Acredito que a formação de um terapeuta não termina com um diploma; ela acontece na disposição permanente para aprender, rever certezas e ampliar o olhar.
Acredito que terapia é, antes de tudo, um encontro. Um encontro em que a experiência pode existir como ela é: com suas dúvidas, seus silêncios, suas descobertas e até aquilo que ainda não encontrou palavras. Meu trabalho é sustentar esse espaço com presença, delicadeza e abertura, sem pressa e sem respostas prontas.
E sigo olhando para o futuro com entusiasmo. Carrego um desejo antigo de ampliar meu trabalho com grupos terapêuticos. Acredito profundamente na potência dos encontros coletivos, na possibilidade de nos reconhecermos uns nos outros e de descobrirmos, juntos, novas formas de existir. Afinal, somos seres que se constituem no encontro.
Formação
Graduação em Psicologia - UFSC. Formação em Gestalt-terapia.
Registro
Conselho Federal de PsicologiaCRP 12/09668
Ética
Sigilo, respeito e escuta como base de todo encontro.

Bastidores
Há uma parte da minha trajetória que acontece para além do consultório, mas que também me constitui como psicóloga.
Sou um pouco nômade. Morei em diferentes cidades e estados do Brasil e foi em Mato Grosso, entre a capital, o Pantanal e a Amazônia, que muitas das minhas raízes se fortaleceram.
Quando cheguei a Florianópolis, em 2004, para estudar Psicologia, vivi um encontro que mudaria muitos dos meus caminhos: conheci a Capoeira Angola. Foi amor à primeira ginga. Desde então, sigo aprendendo com essa tradição que me ensina, diariamente, sobre presença, escuta, respeito, coletividade e liberdade.
Ao longo desse percurso, outras paixões foram surgindo. A percussão, a dança, os rituais e as manifestações da cultura afro-brasileira passaram a fazer parte da minha vida. Hoje, além de brincar nas rodas e festejos da cultura popular, também compartilho esse caminho oferecendo aulas de Capoeira Angola para crianças e adolescentes.
Talvez por isso os grupos sempre tenham despertado em mim um encanto especial. Acredito na potência dos encontros e na transformação que acontece quando as pessoas podem construir algo em comum.
Foi desse desejo que nasceu, junto com outras famílias, a Cooperativa Aipim. Quando minha filha Aurora chegou ao mundo, criamos uma cooperativa de educação para acompanhar o crescimento das nossas crianças de forma coletiva, afetiva e participativa. Durante seis anos, aprendemos, erramos, construímos e cuidamos juntos.
A cooperativa encerrou seu ciclo quando as crianças seguiram para a escola formal, mas aquilo que construímos continua vivo. Seguimos sendo uma rede de apoio, amizade, pertencimento e afeto. Continuamos sendo Aipim.
Hoje percebo que todos esses caminhos — a Capoeira Angola, a cultura popular, a experiência comunitária e os encontros coletivos — atravessam minha forma de compreender o mundo e de estar com as pessoas. São experiências que me lembram, todos os dias, que ninguém se constrói sozinho.
Mas e o cavaco da foto? Está aí porque é meu novo e gostoso projeto de aprendizagem. Atualmente, quando sobra um tempinho no consultório, acabo pegando para tentar, treinar e ver se consigo tocar.